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Coração, tônico

Fone 43 3325 5103

 

TONIFICAÇÃO  DOS BATIMENTOS CARDÍACOS PROVOCADOS POR PLANTAS CARDIOTÔNICAS

  MEDEIROS, L. T.& SILVA, M. A. M.2

Aluna da Universidade Veiga de Almeida - UVA, Curso de Bacharelado em Biologia, e-mail - lusiertederixe@hotmail.com

2 Professora da Universidade Veiga de Almeida - UVA, Campus Tijuca, Centro de Ciências Biológicas e da Saúde, RJ, e-mail - alicemariano@bol.com.br Resumo

Plantas cardiotônicas são vegetais com princípios ativos como glicosídeos cardiotônicos e cafeína, que atuam como agentes estimulantes aos batimentos cardíacos, auxiliando no tratamento destes distúrbios relacionados ao coração.

Algumas espécies de plantas medicinais podem apresentar atividades cardiotônicas como: Adonis vernalis, Arnica montana L., Beta vulgaris L., Cecropia palmata Willd, Citrus aurantium L., Dipteryx odorata Willd., Illicium anisatum L., Marrubium vulgare L., Paullinia cupana Kunth, Spondias mombin L.. Mas apenas cinco delas apresentam comprovação científica: Adonis vernalis L., Arnica montana L., Cecropia palmata, Marrubium vulgare L. e  Paullinia cupana Kunth.

O nome das plantas estão descritas cientificamente, temos todas na lojinha,

Este trabalho propõe colocar em pauta assuntos importantes relacionados a essas plantas medicinais que contém substâncias cardiotônicas, às quais proporcionam um melhor funcionamento do coração, estimulando seus batimentos.

Palavras chaves: plantas medicinais, plantas cardiotônicas, medicamentos fitoterápicos, medicina alternativa, glicosídeos cardiotônicos, cafeína.

 

Abstract

Cardiotônicas plants are vegetal with active principles as glicosídeos cardiotônicos and caffeine, that act as agents stimulants to the cardiac beatings, assisting in the treatment of these riots related to the heart.  

Some species of medicinal plants can present cardiotônicas activities as: Adonis vernalis, montana Arnica L., Beta vulgaris L., Cecropia palmata Willd, Citrus aurantium L., Dipteryx odorata Willd., Illicium anisatum L., Marrubium vulgare L., cupana Paullinia Kunth, Spondias mombin L.. But only five of them present scientific evidence:  Adonis vernalis L., montana Arnica L., Cecropia palmata, Marrubium vulgare L. and cupana Paullinia Kunth.  

 

 

 

            O presente trabalho objetiva relacionar as principais espécies de plantas medicinais que apresentam atividades cardiotônicas.

Metodologia

         A metodologia adotada nesta obra foi a análise de conteúdo bibliográfico e sites da Internet, com o objetivo de informar os benefícios que as plantas medicinais cardiotônicas proporcionam ao coração.

Discussão

         Plantas cardiotônicas são vegetais com princípios ativos como glicosídeos cardiotônicos e cafeína, que atuam como agentes estimulantes aos batimentos cardíacos, auxiliando no tratamento destes distúrbios relacionados ao coração (http://www.escelsanet.com.br/2004).

Os glicosídeos cardiotônicos têm sido usados na medicina para o tratamento da insuficiência cardíaca há mais de 200 anos. Eles são divididos em 2 grupos - os cardenolídeos (ex: digital, estrofantina e ouabaína) e os bufadienolídeos (ex: proscilaridina-A e marinobufagenin). São extraídos das folhas, flores, plantas e sementes de várias famílias vegetais. Apresentam alta toxidade quando não diluídos apropriadamente ou dosados corretamente. Suas atividades cardíacas estão associadas a uma cadeia insaturada de lactona e à estereoquímica da molécula. Os glicosídeos cardiotônicos atuam em membranas celulares por inibição da enzima ATPase, interferindo na bomba sódio-potássio, levando a um aumento intracelular do sódio e diminuição da concentração de potássio. O resultado é a diminuição da freqüência cardíaca e conseqüente aumento na intensidade da força de contração do músculo cardíaco (miocárdio) (http://www.infarctcombat.org/2004).

A cafeína é uma metilxantina. As metilxantinas são distribuídas em todo organismo. As principais metilxantinas são a cafeína, a teobromina e a teofilina. Os metabólitos ativos da cafeína são a paraxantina, a teofilina e a teobromina (http://www.farmacia.med.br/2004).

          A cafeína é um antagonista competidor dos receptores de adenosina, atuando nesses receptores em áreas muito variadas, tais como na circulação periférica do corpo todo e no córtex cerebral. Este último, entretanto, pode ser o mecanismo principal responsável pelos efeitos estimulantes (http://www.farmacia.med.br/2004).

         As ações do neurotransmissor adenosina, tanto no cérebro como no organismo em geral, são de agente inibidor e depressivo. Esses efeitos depressores ocorrem porque a adenosina promove a inibição da liberação de norepinefrina (noradrenalina) em geral e, predominantemente, no Sistema Nervoso Simpático. Antagonizando esses efeitos, a cafeína resulta numa estimulação dos sistemas envolvidos, aumentando tanto a liberação de norepinefrina como a taxa de ativação espontânea dos neurônios noradrenérgicos (http://www.farmacia.med.br/2004).

         Entre os efeitos autonômicos estimulantes da cafeína como antagonista da adenosina observa-se a estimulação cardíaca, aumento da pressão arterial, redução da mobilidade intestinal, enfim, produz-se um clássico estado de estimulação simpática (simpaticotônico), tal como se houvesse uma atitude e estresse onde as reservas corporais se mobilizariam (http://www.farmacia.med.br/2004).

Algumas espécies de plantas podem apresentar uma dessas substâncias cardiotônicas, mas apenas cinco delas apresentam comprovação científica:

            A espécie Adonis vernalis, popularmente conhecida como adônis,  é originária da Europa e Ásia, pertencente à família Ranunculaceae. Tem importante efeito cardiotônico, podendo auxiliar no tratamento da insuficiência cardíaca. Apresenta como princípio ativo os glicosídeos cardiotônicos (Corrêa, Batista & Quintas, 2002).

         A espécie Arnica montana L., popularmente conhecida como arnica-verdadeira (Botsaris, 2002), é originária da Europa, tendo sido transplantada para o Brasil, onde se aclimou. Planta herbácea da família  Asteraceae (Corrêa, Batista & Quintas, 2002), trata-se de vegetal de montanha, que é encontrado em abundância nos pontos elevados dos Alpes, dos Vosges e dos Pireneus. Em nosso país medra em muitos lugares, principalmente nas regiões montanhosas de Minas Gerais (Cruz, 1992). Apresenta como propriedade cardiotônica a cafeína (Corrêa, Batista & Quintas, 2002).

         A espécie Beta vulgaris L., popularmente conhecida como beterraba, é uma planta herbácea, originária da Europa (Vieira, 1992). É pertencente à família Chenopodiaceae (http://home.utad.pt). O tubérculo é alimentício e, apesar de não ter sido comprovado cientificamente, seu suco cru é tônico cardíaco (Vieira, 1992).

         A espécie Cecropia palmata Willd, conhecida popularmente como umbaúba (Lorenzi & Matos, 2000), é originária do Brasil e medra, também na América Central, pertencente à família das Urticáceas. (Cruz, 1992).

         Existe em nossas matas um animal de pequeno porte, armado com duas a três unhas em cada pata, denominado "bicho preguiça". Este animal sobe vagarosamente nos troncos da umbaúba para comer as folhas novas e os frescos rebentos. Esta preferência é justamente devida à existência de um alcalóide, semelhante nos seus efeitos terapêuticos à Digitalis, talvez mais enérgico, o qual estimula a função do coração, tornando o animal mais esperto e ligeiro em seus movimentos, após saltar do tronco (Cruz, 1992).

         A umbaúba tem ação especial sobre o coração, aumentando de modo acentuado as contrações do músculo cardíaco, motivo pelo qual o seu uso requer cuidados (Cruz, 1992). Apresenta como princípio ativo os glicosídeos cardiotônicos (Corrêa, Batista & Quintas, 2002).

         A espécie Citrus aurantium L., popularmente conhecida como laranja-amarga (Lorenzi & Matos, 2000), é originária da Ásia, hoje tem distribuição mundial, preferindo climas quentes e úmidos. Ocorre em todos os estados do Brasil, sendo plantada em jardins, hortas, pomares e em fazendas para o aproveitamento alimentar do fruto (Botsaris, 2002). É pertencente à família Rutaceae (http://umbuzeiro.cnip.org.br) e, apesar de não ter sido comprovada cientificamente, apresenta ação cardiotônica (Botsaris, 2002).

         A espécie Dipteryx odorata Willd., popularmente conhecida como cumaru (Lorenzi & Matos, 2000), é nativa na região amazônica desde o Estado do Acre até o Maranhão (Vieira, 1992), pertencente à família Leguminosae (www.cpatu.embrapa.br).

         O cumaru encerra uma substância branca, solúvel em água fervente, denominada de cumarina que é  responsável por suas propriedades terapêuticas. Ele é aconselhado nas convalescências como reconstituinte das forças orgânicas, constituindo-se em importante tônico cardíaco, apesar de não ter sido comprovado cientificamente (Vieira, 1992).

         A espécie Illicium anisatum L., popularmente conhecida como anis-estrelado (Berg, 1993), é originária da China e muito cultivada nas ilhas Filipinas, Japão e Vietnã. É importada para o Brasil para uso como condimento (Botsaris, 2002). É pertencente à família Illiciaceae (www.liberherbarum.com) e, apesar de não ter sido comprovado cientificamente, apresenta atividade cardiotônica (Botsaris, 2002).

         A espécie Marrubium vulgare L., popularmente conhecida como hortelã-da-folha-grossa, é nativa da Europa, Ásia e norte da África e, ocasionalmente cultivada no Brasil, em jardins e hortas domésticas do país, principalmente no Sul, para uso na medicina caseira (Lorenzi & Matos, 2000). Pertencente à família Lamiaceae (www.sacha.org). O chá das folhas é estimulante cardíaco, apresentando como princípios ativos os glicosídeos cardiotônicos (Lorenzi & Matos, 2000).

         A espécie Paullinia cupana Kunth, popularmente conhecida como guaraná, é nativa da região Amazônica, porém hoje já é cultivada em outras regiões tropicais tanto do país como do exterior. (Lorenzi & Matos, 2000). É Pertencente à família Sapindaceae (www.sbq.org.br).

         Os estudos científicos com o guaraná foram iniciados por volta de 1940 por pesquisadores franceses e alemães, cujos achados confirmaram as indicações preconizadas pelos indígenas. Suas propriedades benéficas foram passadas aos colonizadores europeus que logo passaram a utilizá-lo, principalmente como estimulante, até o seu uso comercial na composição de um dos principais refrigerantes consumidos no Brasil - o popular "guaraná". Apresenta como princípio ativo a cafeína (Lorenzi & Matos, 2000). As sementes torradas e moídas do guaraná age como calmante e tônico para o coração (Balbach, 1971).

         A espécie Spondias mombin L., popularmente conhecida como cajá-pequeno, é árvore frutífera silvestre no norte e no nordeste do Brasil (Lorenzi & Matos, 2000). Pertencente à família Anacardiaceae (www.ufpel.tche.br).

         O decoto das flores é tônico do coração, não sendo comprovado cientificamente (Vieira, 1992).

Considerações finais

Com base nas pesquisas realizadas para a concretização deste trabalho, concluí-se a importância em se conhecer as propriedades das plantas medicinais para tratamento de várias doenças de forma simples e com bons resultados. Tanto já se tem feito pelos profissionais e estudiosos com relação a divulgação desta ciência que envolve conhecimentos, tecnologia e pesquisa, pois informações importantes com relação a tais ervas tem trago benefícios para o manuseio das mesmas. Observou-se algumas plantas que podem apresentam propriedades cardiotônicas como: Adonis vernalis (Corrêa, Batista & Quintas, 2002), Arnica montana L. (Corrêa, Batista & Quintas, 2002), Beta vulgaris L. (Vieira, 1992), Cecropia palmata Willd (Corrêa, Batista & Quintas, 2002; Balbach, 1971 e Cruz, 1992), Citrus aurantium L. (Botsaris, 2002), Dipteryx odorata Willd. (Vieira, 1992), Illicium anisatum L. (Botsaris, 2002), Marrubium vulgare L. (Lorenzi & Matos, 2000), Paullinia cupana Kunth (Balbach, 1971 e Berg, 1993), Spondias mombin L. (Vieira, 1992). Observou-se também, que apenas cinco delas apresentam comprovação científica: Adonis vernalis L. (Corrêa, Batista & Quintas, 2002); Arnica montana L. (Corrêa, Batista & Quintas, l.c); Cecropia palmata Willd (Corrêa, Batista & Quintas, l.c; Balbach, 1971 e Cruz, 1992); Marrubium vulgare L. (Lorenzi & Matos, 2000); Paullinia cupana Kunth (Balbach, l.c e Berg, 1993). Suas propriedades ativas ajudam em várias áreas do organismo, em especial o coração, atribuindo à este, uma força maior na sua musculatura. Por isso o fato das plantas cardiotônicas serem de muita importância para este órgão do sistema cardiovascular, pois tonificam os batimentos cardíacos.

         Podemos encontra-lás em várias regiões do nosso país e exterior. Várias são as formas de utilização como chá, decocto e infusão, porém é necessário critérios para o manuseio pois a falta de conhecimento pode ser prejudicial.

         Deve-se ressaltar que apesar de os princípios ativos da maioria dos fitoterápicos consumidos não tenham comprovação científica, a busca por essa terapia cresce ainda mais pela população devido ao fato de seu custo ser menor do que os remédios convencionais. Porém, se não forem criados programas de cultivo, preservação e extração manejada das plantas medicinais, ocorrerá um grande risco de espécies desaparecerem e entrarem em extinção. Não há dúvida que as plantas fazem bem, mas além de saber usá-las, é necessário saber conservá-las.

AGRADECIMENTOS

Agradeço à Deus, em primeiro lugar, pois Ele tem me sustentado a cada dia, me dando forças para prosseguir em frente.

Aos meus pais Leonel Medeiros e Rita Lusie Ferreira Tederixe Medeiros, por tudo que fizeram e ainda fazem por mim.

Ao meu irmão Leonardo Tederixe Medeiros, pelo apoio e carinho.

À todos os meus amigos, por todos os momentos felizes que me proporcionaram, contribuindo na formação do meu caráter.

À professora Vera Lúcia Agarez, pela pasciência e orientação durante a elaboração deste estudo.

À minha querida professora de Botânica Maria Alice Mariano da Silva, pela paciência, amor e carinho ao orientar-me durante a execução deste artigo.

Referências Bibliográficas: